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Começar a trabalhar jovem faz bem
Por Mauricio Seriacopi

14 de Outubro de 2013

Fui presenteado por uma matéria publicada em um portal onde sou colaborador com meus artigos, em que relatava a história de Moziah Bridges, um garoto norte-americano que com apenas 11 anos estava faturando cerca de R$ 70 mil com a criação, produção e vendas de gravatas borboletas através da internet.
Fui presenteado por uma matéria publicada em um portal onde sou colaborador com meus artigos, em que relatava a história de Moziah Bridges, um garoto norte-americano que com apenas 11 anos estava faturando cerca de R$ 70 mil com a criação, produção e vendas de gravatas borboletas através da internet.

Fui presenteado por uma matéria publicada em um portal onde sou colaborador com meus artigos, em que relatava a história de Moziah Bridges, um garoto norte-americano que com apenas 11 anos estava faturando cerca de R$ 70 mil com a criação, produção e vendas de gravatas borboletas através da internet.

Fiz uma rápida associação com minha prematura carreira, quando aos 10 já ajudava meu saudoso pai em sua pequena marcenaria. Não tardou muito e aos 14 anos, estava eu contratado como auxiliar de escritório em uma corretora de seguros com registro na carteira de trabalho.

Não sei se Moziah, com seus compromissos empresariais, está podendo aproveitar a infância, da mesma forma que aproveitei. Eu pude iniciar cedo também, mas nem por isso perdi minha infância. Empinei pipa, andei de carrinho de rolimã, arranquei a tampa do dedão do pé jogando bola descalço, e muito, mas muito mais.

Começar a trabalhar com pouca idade, e sem parar os estudos, não me transformou em uma pessoa rebelde, tampouco revoltada. Pelo contrário, aprendi que a liberdade está totalmente vinculada à responsabilidade, e aos 19 anos, meu pai me emancipou (em 1984 a maioridade civil era aos 21 anos) para abrir minha primeira empresa e comprar minha primeira casa.

Começar a trabalhar cedo, dá ao jovem, excelentes contribuições e referências para a descoberta da vocação profissional, aumentando a assertividade na difícil escolha da formação acadêmica e trajetória de sua carreira.

O fato é que as notícias em nosso país nos deixam, no mínimo, pensativos e indignados. Todos os dias somos informados de crimes bárbaros causados por menores, inclusive “crianças” com 17 anos. 

Com todo respeito ao ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente, aos psicólogos e sociólogos que vivem estudando o comportamento do ser humano, aos juristas criadores de discutíveis leis, acredito que já estamos atrasados demais para ficarmos só na reflexão sem transformação.

Que se punam, rigorosamente, os malfeitores e exploradores de crianças em carvoarias, em lavouras com o risco de terem as mãos ceifadas e diversos métodos desumanos. No entanto, permitir que o adolescente ingresse no mercado de trabalho mais cedo pode ser um grande agente transformador, assim como há algumas décadas. Pelé, por exemplo, serviu a seleção brasileira de futebol com apenas 16 anos.

As inúmeras manifestações na Fundação CASA – Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente, revelam claramente um modelo ineficaz, pois se um adolescente tem condições de formar e liderar quadrilhas, arquitetar e executar planos estratégicos para a prática do mal, por que não canalizar esse “talento” para a prática do bem social através do trabalho honesto, legítimo e rentável?

Cabe ressaltar programas e instituições bem intencionados como o menor aprendiz do Sistema “S” (Senai, Sesc, Sesi), mas ainda é muito pouco para uma sociedade refém da defasada e mascarada política educacional, onde o índice de analfabetos funcionais tem crescido exponencialmente.

Entretanto, na contramão, centrais sindicais tentam aprovar propostas de nova redução da jornada de trabalho para 36 horas com argumentos infundados e totalmente alheios aos malefícios que uma mudança como esta trariam a nossa instável economia.

Basta de regras que só estimulam tramóias como a do seguro desemprego em que muitos empregados, que não merecem o tratamento de colaboradores ou profissionais, visam apenas permanecer nas empresas o tempo necessário para provocarem uma demissão e dar entrada no tal benefício para viver alguns meses às custas de quem trabalha com hombridade.

Imaginem se o seguro desemprego fosse devido somente após o funcionário ter utilizado o FGTS (que já tinha essa finalidade) proporcionalmente ao período equivalente entre o valor sacado e o tempo desempregado (exemplo: salário R$ 1.000,00, valor do FGTS sacado R$ 12.000,00, estabilidade 12 meses, início para saque do seguro desemprego no 13º mês após a rescisão), e ainda atrelado à conclusão ou frequência de um curso profissionalizante ou de aprimoramento.

Precisamos resgatar e fazer valer a máxima “o trabalho dignifica o homem” e ocuparmos nossos jovens (e muitos adultos) com a prática dos princípios de cidadania, responsabilidade e respeito ao próximo. O caminho para essa transformação passa por uma urgente reforma nas leis trabalhistas com espaço para livre negociação e para que os bons profissionais de caráter possam ser justamente remunerados pela produtividade e contribuição nos resultados das organizações.

Concluo parafraseando o brilhante filósofo e professor Mario Sérgio Cortella: “Emprego é fonte de renda, trabalho é fonte de vida”.

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